sábado, 6 de março de 2010

Imagine sentindo a "questão"


Imagine... Numa manhã de 2007.

Você se depara no hall de distribuição dos quartos de sua casa e olhando nos olhinhos de seu filho mais novo (na ocasião com 13 para 14 anos) ele diz, ainda esfregando os olhos de sono que, acabara de se olhar no espelho e que havia chorado por dentro ao deparar-se com um menino de cabelos cacheados ao invés da menina de cabelos lisos e longos que em seus sonhos vive e ainda que, sufoco e angústia eram maiores quando fazia xixi de pé na privada apesar, que por vezes fazia sentado.

De repente, após algumas colocações sofridas de seu filho o curso de sua vida se perde, uma parte importantíssima do íntimo de um indivíduo que você tanto ama vem à baila da forma mais inesperada possível e dali para frente está diante de um adolescente que além de estar em risco em poder pertencer a uma minoria social massacrada, vive uma desarmonia entre o sexo a que sente pertencer e o sexo anatômico de seu corpo.

Em se tratando de um pedacinho de você, de um filho (a). Imagine o que estava por vir, apesar das nuances que já pairavam por tempos entre filho e mãe nesta questão, na ocasião, pouco cristalinas.

A.M.O.M.

Um comentário:

  1. • às 01 março 2010 em 01:43 - Edith Modesto - Email - Website
    Edith Modesto postou em meu blog antigo e transcrevi seu carinhoso e incentivador comentário feito neste mesmo artigo: Ana, parabéns pela sua iniciativa. Realmente há excluídos da inclusão e senti isso na pele mais uma vez esta semana, quando uma diretora de escola, com agressividade na voz, chamava uma garota trans de João Pedro, quando ela se chama Bia. Essas escolas ditas de inclusão são de exclusão !

    ResponderExcluir

Grata por seu comentário. É um grande incentivo.