terça-feira, 9 de março de 2010

Exclusão da escola aos 15 anos de idade


Escolas são locais onde a regra prega igualdade, educação, cultura, amparo, disciplina e união. Por dois anos consecutivos 2009/2010, escolas, REJEITAM e EXCLUEM alunos de fazer parte dos bancos das mesmas, quando nossa Constituição prevê direitos iguais a todos.

Será que ainda faltam vagas no ensino garantidas para pessoas com alguma diferença, poderem estudar, serem incluídas na sociedade como devem ser? Será que garantir vagas para uma pessoa diferente ou com alguma diversidade não a deixaria ainda mais estigmatizada e excluída? Vejo esta questão escolar em total desencontro, em se tratando do século XXI em 2010.

É revoltante e desleal, uma vez que se divulga por ai que as crianças devem estar nas escolas, que nossos filhos têm que ser inclusos, em atividades educacionais e culturais, e, quando se procura não perder este fio, esta esteira, se é REJEITADO, EXCLUÍDO, com fundamentações superficiais, sem embasamento concreto, apenas com o termômetro do “achometro”.

A melhor fase escolar de meu filho foi dos 04 aos 14 anos, digo na questão inclusão na escola, pois cursou do maternal ao nono ano, praticamente num Colégio de nossa Cidade. Mudou uma vez de escola neste período, mas logo retornou, e só ocorreu porque o irmão mais velho teve que mudar de escola para o segundo grau que naquela não tinha, porém o meu filho mais novo (transexual) não se adaptou voltando para esta escola que mencionei acima, onde ficou até final de 2008, concluindo o nono ano.

Nesta fase de maternal até o nono ano, houve várias questões escolar, como, adaptação na série, dificuldades em algumas matérias que meu filho não apreciava e outras que amava ainda, a convivência de seus colegas com seus trejeitos efeminados desde pequenininho e o estigma de ser chamado de “bichinha”, dentre outras. Porém, todas as questões que apareceram foram solucionadas com diálogo, acompanhamento da direção pedagógica da escola, psicólogo, psiquiatra, meu e do pai quando solicitado, e do irmão mais velho enquanto estudava na mesma escola do mais novo. Foi uma fase sofrida, para nós pais e para escola também, todos acompanharam de perto a transformação de meu filho, as tristezas, as revoltas, os insucessos, os preconceitos, as chacotas, as rejeições, mas também os sucessos, as alegrias, as vitórias e a batalha para se chegar à conclusão do primeiro grau. Sempre foi respeitado, amado pelos colegas, professores e toda direção pedagógica. Fez boas amizades conheceu bons lugares, festas, casas, e sempre foi bem recebido, mesmo no segundo semestre de 2007 quando passou assumir-se como mulher, tendo colocado seu mega hair, e passara a usar roupas bem femininas, sua aparência não o diminuiu perante aos amigos que de verdade fez nesta etapa escolar.

Em 2009 foi preciso procurar outra escola para a continuação dos estudos de meu filho, e nem imaginava que a saga estava por vir. Início de 2009, conflitos, preocupações, medo pela rejeição de meu filho, era o que me rondava, para escolha da nova escola onde iniciaria o primeiro ano, do segundo grau, afinal estudou na mesma escola por 10 anos consecutivos. Não só eu como meu filho estávamos apreensivos e perdidos com a nova escolha. Tampouco imaginávamos que ocorreriam tantas dificuldades.

A Cidade em que moramos eu e meu filho é grande, evoluída, por um prisma (industrial, comercial, etc e tals), por outro lado provinciana, e apesar de termos escolas renomadas e conceituadas, passávamos a conviver com várias questões, uma delas, a aparência de meu filho, segundo entendimento de parte da família e das escolas em si, poderia chocar os demais alunos e pais, o que para nós era até compreensível, apesar de dolorido. Outra questão de estudar e mantê-lo numa cidade “provinciana” com o novo aspecto feminino assumido, é que nossos nomes são conhecidos na Cidade, e mantemos amizades com vários proprietários das escolas daqui o que ao invés de um facilitador se tornaria uma situação constrangedora, onde a amizade poderia impor atitude tanto do lado da escola escolhida como do nosso, embaraçosa, e nada a vontade, para se incluir ou excluir, para aceitar ou rejeitar a condição. Diante destes enfoques, resolvemos mudar para a Zona Sul de São Paulo acreditando que seria uma boa pedida, pois estaríamos indo para uma Cidade maior, com mais diversidades, diferenças de várias categorias, onde não éramos conhecidos, e se encontravam grandes escolas e possibilidades maiores para um desenvolvimento sócio-educacional.

Pela primeira vez na vida escolar de meu filho, deixei para definir a escola que estudara em meados de janeiro do ano passado, época que ele sempre já estava matriculado e com tudo resolvido nos outros anos. Todo o atraso pela escolha se deu por conta de 07 escolas que procurei na Zona Sul de São Paulo e rejeitaram a inclusão de meu filho. Escolas particulares, renomadas, bem situadas, com mensalidades caras. As fundamentações pela exclusão foram às mesmas, ditas de formas diferentes com embasamento arenoso. Optavam por não aceitarem a inclusão alegando que poderia ser chocante para os outros alunos, para seus pais, que poderiam perder matrículas, alunos e sofrer desconfortos que não estavam preparadas para lidar, eram tradicionalistas, com professores antigos, que não aceitariam a questão em foco, um menino com aspecto e trejeitos de menina por estar fora do contexto do que se considera normal para um jovem de 15 anos numa sala de 01 ano do Ensino Médio, que até tinham homossexuais normais matriculados, que se vestiam comuns, seus aspectos dos seus próprios gêneros, e muitos nem assumidos eram, apesar de seus trejeitos e do que se falava nos bastidores.

Apesar de muito dolorida a exclusão de uma pessoa que amamos, entendi e ainda entendo as dificuldades que as escolas ditas tradicionais teriam e tem que passar para inclusão de um transexual, de uma pessoa com alguma diferença ou diversidade, porém, é possível, e é necessário que isso ocorra, para o bem do planeta, para o real desenvolvimento da vida, para a evolução humana e a aplicação real e eficaz de nossa Constituição Federal. Esses assuntos de diferenças, diversidades sejam quais forem, podem ser introduzidos de formas lúdicas desde a pré-escola, para quando lá na frente o (a) aluno (a) chegar estar capacitado (a) para a aceitação de um (a) colega que tenha alguma diferença, que traga uma carga diversa da sua, enfrentando de frente e com espírito limpo e pronto para colaborar para um desenvolvimento melhor, isso tudo refletiria num contexto global para uma vida mais ampla e inteligente, menos preconceituosa.

Numa destas 07 escolas que tentei a vaga, na última, levei meu filho, até porque não o levei nas outras porque queria poupá-lo de tanto dissabor, mas era importante que ele acompanhasse comigo meu empenho e como estava sendo recebida a questão dele, que era cruel o que estava ocorrendo, mas era mais uma barreira que deveríamos enfrentar juntos, e assim o fiz. Nesta última tentativa, fomos na tal escola, mais uma, na Zona Sul de São Paulo, renomada, cara, etc e tals. Ficamos na recepção quase uma hora para sermos atendidos pela direção pedagógica, quando nos chamou uma senhora e de pronto pelo seu olhar demonstrou surpresa, preconceito, nos deixou constrangidos, na mesma esteira das outras, apresentei minhas razões, contei da questão de meu filho e da necessidade da acolhida e continuidade em seus estudos. A pedagoga, disse que meu filho infelizmente não condizia com a filosofia da escola, pois era tradicionalista e tinha professores antigos, e como não teve ótimas notas no nono ano, de acordo com que falávamos, seria difícil se enquadrar com o conteúdo da escola, mas que ela iria consultar os demais colegas e nos telefonaria para uma resposta. Ela ao menos nos ligou, o que a maioria das outras nem fez, já diziam o não na hora, e disse que a causa era nobre, difícil para mim, mas que não poderia receber a matricula. Quando saímos daquela escola, eu me lembro bem, meu filho disse chorando dentro do carro que, seria melhor ele cortar o cabelo, voltar usar roupas masculinas, e mesmo que ele fosse infeliz seria aceito, e daria menos trabalho para mim e seu pai. Eu o respondi indagando que se ele fizesse aquilo seria feliz? A resposta dele foi não, que acabaria com sua vida. Assim disse a ele que acreditasse que eu estaria ao seu lado em todas as fases e que era apenas mais uma.

Vale dizer, que sei dos direitos que nos assistem a um aluno excluído da escola por motivos “torpes”, sou professora especializada em pré - escola, advogada, mas acima de qualquer conhecimento, Sou Filha de Deus e Mãe de Meus Filhos. A questão em tela, já traz um grau de estigma grande, que se tivesse que colocar meu filho na escola por uma Determinação Judicial só pioraria ainda mais o aspecto de integração sócio educativa dele, entraria com mais um peso de ter sido imposto e não incluso. Todas essas dificuldades em se tratando de um jovem querido, inteligente, educado, bonito, com princípios, limpo, com boa aparência, digno e disposto ser alguém na vida, na sociedade, que deseja contribuir pela evolução do mundo e que clama por aceitação, por compreensão e amor do próximo como ele é. Ressalte – se, autodidata na língua inglesa. É imensurável nosso sofrimento, digo, diretamente o de meu filho, o meu e de minha mãe que é pedagoga aposentada e renomada em nossa Cidade, que ama meu filho com toda sua ternura de avó e encontra-se de mãos atadas diante de questão tão delicada de ser tratada.

Com essas andanças se passava do dia 20/01/2009 e nada de matricula ainda, só negativas. Resolvi recorrer à internet para pesquisar outras opções de escolas em São Paulo, cursos técnicos, escolas de inclusão e assim por diante. Os cursos técnicos que chamavam a atenção, como moda, administração, economia, empunham que o aluno estivesse cursando o ensino médio para poder matricular-se, e os que tinham reconhecimento de ensino médio eram os de eletrônica, informática, dentre outros que não iam de encontro com a vocação de meu filho.

Chamou a atenção diante destas buscas uma escola de inclusão que tinha como lema o bom convívio com as diferenças. Telefonei antes e marquei horário para conversar com a direção pedagógica, fomos minha mãe e eu bem recebidas pelas pedagogas, pelas diretoras, e muito bem tratadas, todas mostraram - se dispostas com a causa, e vestiram a camisa de pronto, apesar de deixar claro que era o primeiro caso de transexualismo naquela escola. Falamos sobre vários pontos, e chegamos nos denominadores comuns, ficando claras algumas questões, por exemplo, ir vestido de menina de forma discreta, como uma menina de sua idade, o que já ocorria com meu filho normalmente. Também foi falado sobre o uso do banheiro, que se possível usasse o das meninas, pois na outra escola, quando passou a assumir-se como menina (segundo semestre de 2007) foi proibido de usar o banheiro das meninas pela direção da escola não pelas alunas meninas, muito pelo contrário, e de usar o banheiro dos meninos pelos próprios alunos meninos, e a moral disso tudo que, meu filho chegava, em casa desesperado para ir ao banheiro, tendo por conseqüência infecção urinária por reter por algumas horas o xixi. Nesta questão esta escola de inclusão disse que adequaria a situação, naquele momento, pois banheiros lá não faltavam. O valor do custo mensal nos deixou assustadas, era alto, acima da média, mas aparentemente de acordo com que estava sendo proposto, estudo com prática, com vivencias de campo, uso de materiais especiais para confecções de objetos, aulas em atelier de arte, e toda a atenção para a dedicação para um aluno diferente a principio numa sala com várias diferenças e diversidades e com número menor de alunos, como se fosse um atendimento vip. Não era o que desejávamos, e nem o que entendíamos como melhor, mas era o que tínhamos para o momento. Tratamos de um projeto que esta escola tinha para a inclusão de pessoas com alguma diferença ou diversidade, que tinha um nome X e visava o lado profissional e a escolha para um futuro do aluno diferente, e que diferia da grade curricular comum, mas que seria como um colegial normal, que formaria alunos aptos para prestar vestibular, com salas de estudos diferenciados, que inclusive nesta turma já tinha um menino que se aparentava homossexual. Ainda nos foi dito tudo seria assistido de perto, no que se refere a progresso do aluno e assim por diante e que esta inclusão seria num contexto geral da escola, e que o melhor seria optarmos por este projeto X, porque se enquadraria a priori, para as adaptações e aceitação de meu filho para com a escola, alunos, pais e vice versa. Reiterando, nesta escola tinha a grade curricular com conteúdo programático comum e este outro projeto X, que também tinham as matérias do colegial, porém tratadas de formas diferentes, com mais vivência e que visavam um futuro de inclusão profissional para o aluno que trazia algum tipo de diversidade. Optamos então, por este projeto X, até mesmo para uma proteção, e para se entender o que estava por vir.

Cabe ressaltar que, juntamente comigo, meu filho, minha mãe, a querida amiga, militante, Edith Modesto (GPH) sempre vestiu nossa camisa, e este tempo todo ficou nos acompanhando e nos orientando, sofrendo junto conosco e procurando nos ajudar a nortear a questão tão importante de um jovem. Não só nesta escola de inclusão que acabamos por optar no início do ano passado, eu levei comigo todo material que venho juntando de acordo com os anos, que servem de respaldo para dar diretriz sobre o transexualismo, sempre estive disposta a dividir e emprestar este material, com esta a escola o fiz, como em outras por quais eu passei, mas sei lá, dá a impressão que os mesmos nem foram abertos e lidos com afinco.

Enfim, meu filho começou a estudar em fevereiro de 2009 nesta escola de inclusão, no tal projeto X, diferenciado, mas abrangente, segundo as informações, ficando lá até julho de 2009, cursando o primeiro semestre. Foi tratado com carinho, respeito e parecia ter se enquadrado. Após primeiros dois meses de estudo, no que dizia respeito a conteúdo programático, sentia que algo não estava correndo normal, não vinha lição de casa nunca, fichário vazio com pouquíssimas anotações, e as respostas de meu filho sobre as matérias eram sempre as mesmas, que estava legal a classe, que sentia ser o aluno que se destacava mais, sentia que os colegas estavam muito atrasados quanto às matérias, que os outros alunos do colegial comum que tinham grade curricular normal sempre perguntavam para ele por que não estava cursando a classe deles e sim o projeto X. Ele dizia que o projeto X, era melhor para ele, porque visava à profissionalização, e era isso que queria sair do colegial pronto para trabalhar. Meu filho fez amizades com os alunos dos dois lados da escola, com os do projeto X e com os da grade curricular comum. Esta história se repetiu por algum tempo ainda, nada de lições, feedbacks ausentes quanto a aprendizado, até aparecer o desinteresse por ir à escola. Chegou faltar bastante, pois parecia não se enquadrar com a realidade, estava desmotivado. Por outro lado, quando estava na escola, ou sabia que teria uma aula bacana, interessante curtia as vivencias que faziam, mas sem progredir muito no aprendizado e no que se esperava dentro daqueles meses, se aproximavam as férias de julho de 2009. Antes das férias conversei francamente com meu filho sobre o que estava passando na escola e sobre o desanimo que estava pairando, quando me respondeu que muitas vezes ele quem dava aula na sala e que sentira que todos de lá tinham dificuldades graves de aprendizado, limites além do que seria normal para uma pessoa de primeiro colegial e que as matérias estavam a quem do esperado. Que ele tinha ensinado umas pessoas a contar com seus próprios tênis, que teve que tirar dos pés e ensinar os colegas contar para fazer umas contas de matemática. O mais bonito e puro disse tudo, é que meu filho fazia tudo isso com amor, com compaixão, sem preconceito, aceitando com brandura tudo aquilo que estava vivendo, desempenhando com carinho o que lhe aparecia. Apesar de minha preocupação por estar acompanhando a falta de progresso no que diz respeito ao aprendizado, nutria esperança de estar sendo boa a experiência que estava passando e que através das tais aulas de vivências práticas em campo se alcançaria a conclusão ao menos daquele ano. Um dia meu filho chegou bem triste em casa e disse que estava sentindo-se além de transexual, deficiente, atrasado, e ficando para traz, e que ainda estava usando o banheiro de deficientes físicos por determinação da direção. Que sabia que era uma questão complicada, mas não entendia, porque uma vez que sentia- se e agia como menina, por que ter que usar um banheiro para os cadeirantes? Disse ainda que não, teria problema em usar de vez em quando o tal banheiro para deficientes físicos, mas não entendia ter que usar por obrigação todos os dias. Sentia-se uma pessoa sem identidade, sem gênero, o que ele não era.

Consultei a Edith Modesto e contei a ela tudo que vínhamos passando, e ela ficou decepcionada e triste e me alertou para algumas questões que eu na verdade não estava querendo encarar como possíveis. A Edith se propôs ir comigo lá na escola para vermos de perto o que estava se passando, com o intuito que tínhamos de ajudar a escola se adequar quanto à questão do meu filho e vice versa. Edith Modesto e eu fomos bem recebidas na escola, mas a reunião e o nosso propósito lá foi uma lástima. Senti até vergonha da Edith, do desinteresse e falta de conhecimento das pedagogas para com a questão em foco, e a acomodação perante a uma mudança naquilo tudo, como a capacitação para os professores e alunos que a Edith estava se propondo a fazer, para uma aceitação positiva dos alunos, professores e pais, pois a questão de meu filho não era déficit de aprendizado, deficiência mental ou física, como estava sendo tratada, Graças A Deus, a questão de meu filho era de apoio, de inclusão perante aos outros por ser uma pessoa transexual. Percebemos então que havíamos optado pelo projeto errado que o X era muito diferente do que buscávamos que talvez estivesse sofrendo mais exclusão que inclusão numa escola que carregava tal bandeira. Não tem como culpar a escola por isso, houve empenho, porém despreparo confusão quanto a nossa busca de inclusão. Esqueceu-se de que o tema em foco não deve e nem poderia ser tratado como uma deficiência, longe de nós algum preconceito, porque se tivesse surtido efeito positivo de inclusão para meu filho e evolução normal e esperada quanto ao ensino e conteúdo programático da série em que foi matriculado, mesmo que fosse na classe de outros diferentes ou deficientes com inúmeras outras diversidades, ele continuaria com toda certeza e bem enquadrado, o resumo da ópera é que confundiram transexualismo com deficiência de aprendizado, de raciocínio, e até mental. Importante se falar que, este convívio de meu filho com os cadeirantes, com as pessoas que tem limite para aprendizado, só o fez ainda melhor, a questão não era ficar na sala das pessoas com alguma outra diversidade, dificuldade, e sim o prejuízo do aprendizado, o atraso para com as matérias necessárias para uma formação comum e regular de um colegial. E a forma pela qual estava sendo visto pela escola e pelos colegas e acima de tudo o que estava se formando na cabecinha dele, que além de transexual era deficiente.

Por fim, e em comum acordo com a escola apoio, da Edith e do GPH, explicamos e pontuamos bem os motivos, pedimos a transferência da escola. Até cogitamos a possibilidade de meu filho migrar do projeto X para a classe de ensino com conteúdo programático regular, mas não daria mais tempo para um acompanhamento com a classe montada e que estava muito além do que ele havia apreendido até junho de 2009.

Neste espaço das férias, a Edith Modesto correu atrás incansavelmente para ajudar-nos em nossa causa, e encontrou uma escola estadual em São Paulo, a qual foi lá capacitar os professores e os alunos, foi bem recebida e entendida, abrindo as portas para um recebimento de meu filho no segundo semestre de 2009 da forma mais tranqüila, adequada e maravilhosa, como foi. Não dava para acreditar que uma escola do estado agia tão capaz e com sabedoria quanto a questão em voga. Meu filho freqüentou alguns dias esta escola e estava amando, cheio de planos, quando sorrateiramente foi tomado por uma depressão inexplicável e triste, por ter se apaixonado por um amor não correspondido, após ter contado a verdade para o menino que ele era um menino também com alma de menina e que era um transexual. Sofreu com tudo isso e veio por repetir este ano letivo. Ficou reprovado em seu primeiro ano do ensino médio e sem estudar até o final de 2009. Continuo a contar quantas andam a situação escolar de meu filho, em 2010, na próxima postagem.


A.M.O.M.

3 comentários:

  1. Oi Ana
    Aqui em casa estamos todos torcendo por vc e sua família. Com perseverança e paciência tudo há de se ajustar. Lembro-me sempre da terçeira lei de Isaac Newton (a mais abrangente, na minha opinião) A toda ação corresponde uma reação igual e contrária - acho que nem o próprio Newton imaginava a universalidade (abrangência) da lei que estava postulando. Para simplificar, em português chulo: tudo na vida que vai volta
    Abraço
    Flavio Modesto - não sei selecionar meu perfil

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  2. Aninha, PARABENS!!! pela sua iniciativa!!!

    Fique com DEUS!!!!

    Bjs

    Paulo Braga e Cinthia Braga

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  3. Oi Ana,
    queria registrar publicamente os meus parabéns. Além de registrar sua experiência e levantar uma discussão super importante, você está cada vez mais fundamentada nas informações que coloca. parabéns!
    Não desanime nunca.
    beijos
    Ana Aranha

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Grata por seu comentário. É um grande incentivo.